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11 curiosidades sobre o futebol
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11 curiosidades sobre o Futebol que precisa de saber

Descobre 11 curiosidades sobre o futebol que te vão surpreender! Desde regras inusitadas a momentos históricos, há muito para explorar.

Dizia o jornalista, escritor e dramaturgo pernambucano Nélson Rodrigues, uma das figuras mais marcantes do futebol escrito e falado, que o desporto era, entre as coisas menos importantes, a mais importante de todas. Essa frase capta perfeitamente a essência do jogo, que fascina milhões de pessoas em todo o mundo.
 

Apesar de o futebol ser um jogo simples, as emoções que move tornam-no num campo fértil para histórias que, ora parecem terem saído da mente de um Salvador Dalí ou de um Luis Buñuel, ora são verdadeiros compêndios de história política e social.
 

Estaríamos décadas a tentar revelar-te todas as curiosidades sobre o mundo do futebol e tal revelar-se-ia um tempo demasiado reduzido para tantas e boas histórias, mas porque o tempo é curto, reduzimos a nossa lista a 11, tantos quantos os jogadores de uma equipa que sobem ao relvado para disputar uma partida do mais belo jogo do mundo.
 

11 curiosidades sobre o Futebol que te vão surpreender (ou não)


Começamos a nossa contagem por uma curiosidade que está relacionada com a família de Nélson Rodrigues, mais concretamente sobre o seu irmão Mário Filho, também ele jornalista que acaba a ter o seu nome imortalizado no mais icónico dos estádios do mundo: o Maracanã.
 

1ª Curiosidade: Estádio Jornalista Mário Filho


Apesar das frases de efeito serem uma coutada mais ao jeito do seu irmão, Mário Filho também esteve ligado ao futebol, nomeadamente através do seu periódico Jornal dos Sports.
 

Notando a falta de um Estádio Municipal onde as equipas cariocas e até a seleção brasileira pudessem disputar os seus jogos, Mário Filho começou a defender, através de artigos no seu jornal, a construção de um estádio com, pelo menos, 150 mil espectadores de capacidade e que deveria ser o maior do mundo.
 

Tal foi o apoio popular à ideia que o jornalista acabou conhecido como o “namorado do estádio”. A 16 de junho de 1950, a ideia fez-se obra e nasceu o Estádio Jornalista Mário Filho ou, como é mundialmente conhecido, o Estádio do Maracanã.
 

2ª Curiosidade: qualificação para o Mundial 82 em pelado


Estamos habituados ao verde do relvado, mas sabias que só em 1981 é que acabaram os jogos oficiais UEFA de seleções em pelados?
 

É verdade, a 2 de maio de 1981, a seleção maltesa recebeu a República Democrática Alemã para um jogo de qualificação para o Mundial 82 no icónico Empire Stadium em Gzira, um estádio inaugurado em 1922 que nunca viu relva na vida.

 

Além da Alemanha Oriental, seleções como a Inglaterra, a Polónia ou a Alemanha Ocidental, equipa vergada a um empate 0-0 em 1979, passaram por esta relíquia de uma outra era que, em escombros, ainda subsiste na paisagem maltesa.
 

3º Curiosidade: o último pelado da Primeira Liga


É estranho veres um jogo internacional de seleções disputado num pelado e até poderás pensar que tal acontecia por ser em Malta, um país periférico no universo da bola redonda, mas a verdade é que, até meados da década de 80, a Primeira Liga portuguesa também tinha jogos em pelados.
 

Tudo mudou a 13 de março de 1982, data em que a FPF decidiu que, a partir de 84/85, ou havia relvado ou as equipas tinham de jogar em campo neutro.
 

Neste universo das curiosidades sobre futebol, o último pelado a acolher jogos da Primeira Liga portuguesa foi o Estádio Vidal Pinheiro, icónica casa do Sport Comércio e Salgueiros na época 83/84.
 

O fim da era dos pelados no principal escalão do futebol português acontece a 13 de maio, num jogo entre o Salgueiros e o Boavista que termina com a vitória dos homens de vermelho por 1-0, cortesia de Penteado, homem que continua a espalhar alegria, desta feita em Serralves onde atualmente trabalha.
 

4ª Curiosidade: o dia em que um brinco parou um dérbi


Aos 54 minutos do dérbi entre Benfica e Sporting a contar para a época 77/78 (12 de fevereiro de 1978), o jogo parou. Razão: Vítor Baptista perdeu um brinco.
 

Nos festejos do único golo do desafio, o avançado do Benfica e da Seleção Nacional, entusiasmado pelo golão que acabava de marcar, perde um brinco e o que se seguiu pareceu uma cena de um filme dos Monthy Python.
 

Ao Vítor Baptista, juntaram-se os companheiros de equipa, alguns adversários e até o árbitro na procura incessante do brinco desaparecido. Dez minutos depois, ainda não havia brinco e o jogo recomeçou. No fim da partida, Vítor Baptista ainda voltou à carga, mas o brinco nunca acabaria por aparecer.
 

5ª Curiosidade: balizas sem traves


Sabias que as traves das balizas só se tornaram oficiais em 1882? É verdade, até aí, um pouco à semelhança do rugby, alguns jogos só contavam com dois postes sem trave e sem redes a servir de “baliza”.
 

6ª Curiosidade: passes e dribles com as mãos


Continuando no domínio dos primórdios do futebol, até 1863 podia-se jogar a bola com as mãos, exceto quando o jogador se encontrava na grande área.
 

7ª Curiosidade: um jogo de futebol com 19 horas


Podíamos estar a falar, eufemisticamente, das longas e estéreis discussões nos programas de televisão dedicadas ao futebol que prolongam um jogo bem para lá do apito final do árbitro, mas não.
 

Para mal, ou bem, de quem assistiu ao Espérance de Tunis vs Club Africain em 2005 a contar para as celebrações do 88º aniversário da Liga Tunisina, esta partida teve a duração de 19 horas e que, até hoje, é o jogo mais longo da história do futebol.
 

8ª Curiosidade: o nascimento do futebol português


Apesar das muitas dúvidas e não menos discussões, hoje é ponto mais ou menos consensual de que o futebol português nasceu na ilha da Madeira (não, não começou com Cristiano Ronaldo), nomeadamente numa praça da freguesia da Camacha.
 

Em 1875, no Largo da Achada na Camacha, um jovem inglês chamado Henry Hinton radicado na ilha da Madeira trouxe uma bola, juntou uns amigos e o resto é uma história que, até hoje, nos trouxe 1 troféu de campeões europeus, dois campeonatos mundiais de sub-20 e 4 Ligas dos Campeões.
 

9ª Curiosidade: a maior goleada de sempre em Portugal


Não contando, obviamente, com os jogos de distritais e outros campeonatos de menor expressão, a maior goleada jamais aplicada em Portugal tem a chancela do Sporting e aconteceu a 23 de maio de 1971 contra o Mindelense de Cabo Verde para a Taça de Portugal.
 

Um terço dos golos foi da autoria de Peres, médio goleador não só do Sporting, mas também da equipa das quinas pela qual foi internacional em 27 ocasiões.
 

Talhado para goleadas, o Sporting é também responsável pela maior goleada a contar para a Primeira Liga com um 14-0 ao Leça na época de 41/42, jogo em que uma das grandes lendas do futebol português, Fernando Peyroteo, marcou 9 golos!
 

10ª Curiosidade: treinadores portugueses já foram campeões em 35 países


O talento nacional não se esgota nos jogadores que nos representam lá fora, já que também no comando técnico conquistámos o mundo pouco a pouco.
 

No total, os treinadores portugueses já conquistaram campeonatos nacionais de 35 países distintos, sem contar com os títulos continentais (só falta a Champions da CONCACAF e da Oceânia).
 

Se os feitos de Mourinho em Inglaterra ao comando do Chelsea ou os de Artur Jorge, Abel Ferreira e Jorge Jesus no Brasil são os mais conhecidos, não nos podemos esquecer do trabalho de Guilherme Farinha na Costa Rica (dois títulos nacionais ao serviço do Alajualense), de Manuel José no Egipto (tetracampeão africano com o Al-Ahly), de José Morais na Coreia do Sul ou o de Bernardo Tavares nas Maldivas.

 

11ª Curiosidade: uma bola, no mínimo, irregular


Terminámos esta viagem pelas curiosidades sobre o futebol com aquela que é responsável pelos melhores golos de futebol: a bola.
 

Até ao Mundial 70, altura em que foi introduzida a famosa Telstar com 32 hexágonos pretos e brancos, as bolas eram feitas em couro ou, se recuarmos ainda mais no tempo, em bexiga de porco e eram, no mínimo, irregulares.
 

O futebol é um universo inesgotável de histórias e curiosidades sobre o futebol que atravessam gerações, continentes e culturas. Desde estádios icónicos a jogos intermináveis, passando por regras improváveis e momentos insólitos, cada detalhe contribui para a magia deste desporto. No final, é essa mistura de paixão, tradição e surpresa que continua a cativar milhões de adeptos em todo o mundo.